Moradores de Itapevi dizem viver abandono diário entre lixo nas calçadas, ruas esburacadas e insegurança

Moradores relatam falta de limpeza urbana, buracos, ausência de policiamento visível e aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade nas principais vias da região

por Redação — 04 de maio de 2026, 21h38

Moradores da Cohab e do Areião, em Itapevi, cobram uma resposta mais firme da Prefeitura diante de uma sequência de problemas que afeta a rotina de quem vive, trabalha ou circula pela região. As reclamações envolvem acúmulo de lixo nas calçadas, falta de lixeiras, buracos nas ruas, sensação de insegurança, presença constante de pessoas em situação de vulnerabilidade pedindo dinheiro nas vias públicas e relatos de assaltos em pontos movimentados da cidade.

A situação tem provocado desgaste entre moradores e comerciantes. Em diferentes pontos, é possível ver lixo espalhado, caixas de papelão acumuladas, sujeira próxima a calçadas e vias com aparência de abandono. A falta de estrutura básica, como lixeiras em quantidade adequada e limpeza frequente, aumenta a percepção de descuido urbano e prejudica a circulação de pedestres.

Na região da Cohab, moradores também reclamam de buracos, calçadas irregulares e pouca manutenção. O problema não se limita à aparência da cidade. Para quem passa diariamente pelo bairro, a falta de cuidado interfere na segurança, na mobilidade e na sensação de dignidade de quem depende das ruas para trabalhar, estudar ou voltar para casa.

Outro ponto citado por moradores é o aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas delas apontadas por frequentadores da região como usuários de drogas. Segundo relatos, é comum ver pessoas pedindo dinheiro, deitadas no chão ou ocupando espaços próximos a comércios, pontos de ônibus e calçadas. A queixa principal não é apenas sobre a presença dessas pessoas, mas sobre a falta de uma ação visível de acolhimento, abordagem social, saúde, assistência e segurança pública.

Moradores afirmam que o problema vem crescendo sem uma resposta clara do poder público. Na avaliação de quem vive na região, a Prefeitura precisa agir de forma integrada, com limpeza urbana, assistência social, saúde, fiscalização e presença mais constante das forças de segurança. Sem isso, a sensação é de que o bairro está largado.

A insegurança também aparece entre as principais reclamações. A moradora Rebecca de Souza relatou ter presenciado um assalto nesta semana na Avenida Pedro Paulino, uma das vias mais movimentadas de Itapevi. O caso aumentou a preocupação de quem circula pela região, principalmente no período da noite e nos horários de menor movimento.

Apesar dos relatos, muitos moradores evitam registrar boletim de ocorrência. Segundo eles, além do prejuízo causado pelo crime, ainda existe o desgaste de lidar com a burocracia. Essa resistência acaba criando um problema adicional: parte dos casos não entra nas estatísticas oficiais, o que dificulta a cobrança por uma resposta proporcional à realidade vivida nas ruas.

A ausência de policiamento aparente é outra queixa recorrente. Moradores afirmam que não veem presença constante de viaturas, rondas ou ações preventivas no bairro. Para a população, a falta de visibilidade do policiamento aumenta a sensação de vulnerabilidade e deixa trabalhadores, comerciantes, mulheres e idosos mais expostos.

A situação também já impacta diretamente o funcionamento de estabelecimentos locais. Recentemente, uma academia da região informou que passaria a encerrar as atividades às 22h por causa da falta de segurança. O comunicado foi direcionado às alunas e citou a necessidade de preservar a segurança e o bem-estar de quem frequenta o espaço. A mudança de horário mostra que o problema deixou de ser apenas uma reclamação nas redes sociais e passou a interferir na rotina econômica e social do bairro.

A gestão do prefeito Marcos Godoy, o Teco, enfrenta cobrança crescente para apresentar medidas mais claras. Entre moradores, há a percepção de que o atual prefeito ainda não construiu o mesmo prestígio político e administrativo de seu antecessor, Igor Soares. A comparação aparece em conversas de rua e comentários nas redes sociais, principalmente quando o assunto envolve zeladoria, segurança e presença do poder público nos bairros.

A crítica central dos moradores é que Itapevi precisa de ações visíveis, contínuas e coordenadas. Limpeza pontual não resolve o problema se o lixo volta a se acumular poucos dias depois. Operações isoladas de segurança também não bastam se não houver presença permanente, iluminação, abordagem social e planejamento para reduzir riscos nas áreas mais afetadas.

Na prática, quem mora na Cohab e no Areião afirma que precisa conviver com lixo nas calçadas, ruas danificadas, pouca estrutura urbana e medo de assaltos. Para comerciantes, a insegurança afasta clientes e obriga mudanças no funcionamento. Para trabalhadores, o trajeto diário virou motivo de alerta. Para famílias, a sensação é de que o bairro perdeu cuidado e atenção.

A Prefeitura de Itapevi precisa explicar quais ações estão em andamento para enfrentar os problemas apontados pelos moradores, quais equipes atuam na região e se há planejamento específico para limpeza, zeladoria, assistência social e segurança nos bairros citados. O espaço segue aberto para manifestação da administração municipal.

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