Relatos apontam furtos de celulares na Avenida Pedro Paulino e invasão a prédio residencial, onde dois notebooks foram levados de um apartamento no segundo andar
Por Redação | 22 de julho de 2026, 13h
Moradores da Cohab I, em Itapevi, relatam um aumento da sensação de insegurança na região, especialmente nas proximidades da Avenida Pedro Paulino. Entre as ocorrências mencionadas estão roubos de celulares, abordagens contra pedestres e até a invasão de um apartamento localizado no segundo andar de um prédio residencial.
Em um dos casos mais graves, um suspeito teria entrado no condomínio pela porta da frente, no último dia 19/07/2026 às 19:37, circulado pela área externa e escalado até o segundo andar do edifício. Segundo as informações apresentadas pelos moradores, o invasor conseguiu entrar em um apartamento e furtar dois notebooks.
Na saída, o homem teria deixado o prédio pulando o muro do condomínio. Câmeras de segurança instaladas no local registraram a movimentação e poderão contribuir para a identificação do suspeito e para a investigação do episódio.
As gravações mostram parte do trajeto realizado pelo invasor, desde a entrada no condomínio até a fuga. Os moradores esperam que as imagens sejam analisadas pelas autoridades responsáveis e utilizadas na tentativa de localizar o homem envolvido na ocorrência.
O episódio ampliou a preocupação de famílias que vivem nos condomínios e prédios da Cohab I. Além do prejuízo financeiro causado pelo furto dos equipamentos, o fato de uma pessoa conseguir acessar o interior de um conjunto residencial e chegar até um apartamento localizado no segundo andar trouxe medo e insegurança aos moradores.
Também existem relatos de roubos de celulares na Avenida Pedro Paulino. Pessoas que passam diariamente pelo local afirmam que determinadas áreas da avenida ficam mais vulneráveis, principalmente nos horários de menor circulação de pedestres e durante a noite.
Moradores relatam que precisam mudar rotas, evitar utilizar o celular nas ruas e redobrar a atenção ao entrar ou sair de suas residências. A situação afeta trabalhadores, estudantes, idosos e famílias que dependem da avenida para acessar outros pontos da Cohab e da cidade.
Moradores cobram rondas preventivas
Uma das principais reclamações apresentadas pela comunidade é a falta de rondas policiais frequentes nas ruas internas, avenidas, pontos de ônibus e áreas próximas aos condomínios.
Segundo relatos de moradores, o policiamento ostensivo não estaria concentrado nos pontos do bairro com maior circulação de pedestres e maior sensação de insegurança. A presença policial seria mais frequente na Avenida Yasmin, via de sentido único utilizada principalmente por motoristas que acessam o interior do bairro, mas onde raramente há circulação de pessoas a pé. As blitzes ocorreriam, sobretudo, no horário de almoço e no período em que os trabalhadores retornam para casa, com foco na fiscalização de documentos, licenciamento e possíveis irregularidades, podendo resultar no encaminhamento de veículos ao pátio.

A fiscalização de trânsito é uma atividade legítima e necessária. Entretanto, a população argumenta que ela não pode substituir o policiamento preventivo e as rondas ostensivas nos locais onde estão sendo registrados relatos de roubos, furtos e invasões.
Os moradores do bairro pedem que as equipes de segurança também circulem pela Avenida Pedro Paulino, pelas ruas residenciais, pelos pontos de ônibus e pelos acessos aos conjuntos habitacionais em diferentes períodos do dia.
O policiamento não deve acontecer apenas em horários determinados. A presença das equipes durante a manhã, tarde, noite e madrugada pode contribuir para inibir abordagens contra pedestres, invasões de condomínios e outros crimes patrimoniais.
Embora a Polícia Militar seja subordinada ao Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de Itapevi pode encaminhar um ofício formal solicitando o reforço do policiamento e a realização de rondas periódicas na Cohab I.
A administração municipal também pode buscar reuniões com o comando da Polícia Militar responsável pela região, apresentar os relatos dos moradores, indicar os pontos considerados mais vulneráveis e solicitar uma atuação integrada com a Guarda Civil Municipal.
O pedido deve considerar todos os horários, incluindo períodos noturnos e madrugadas, quando ruas e avenidas apresentam menor movimentação. Também é importante que as ações sejam planejadas com base nos locais e horários em que as ocorrências são registradas.
A segurança pública depende da atuação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, Prefeitura e comunidade. A troca de informações pode ajudar no direcionamento das equipes e na criação de estratégias mais eficientes para a região.
Falta de boletins dificulta dimensionamento
Outro problema relatado é a falta de registro de boletins de ocorrência. Muitas vítimas deixam de comunicar os crimes oficialmente por considerarem o procedimento burocrático ou por acreditarem que o registro não resultará na recuperação dos objetos levados.
Essa subnotificação, no entanto, prejudica o dimensionamento real da criminalidade. Sem boletins de ocorrência, os órgãos de segurança podem não identificar corretamente a quantidade de roubos, furtos e invasões registrada em determinado bairro.
Os registros ajudam a produzir estatísticas, identificar horários críticos, mapear os locais mais afetados e justificar o aumento das rondas. Mesmo quando não há recuperação imediata do bem, o boletim é uma ferramenta importante para orientar o planejamento policial.
No caso da invasão ao apartamento, além do registro da ocorrência, é fundamental que as imagens das câmeras sejam preservadas e entregues às autoridades. Informações sobre características físicas, roupas, horários e direção da fuga também podem contribuir com a investigação.
Os moradores da Cohab I não pedem apenas operações pontuais. A principal reivindicação é por presença preventiva, rondas frequentes e uma estratégia permanente de segurança para proteger quem vive ou circula pela região.
A invasão ao apartamento e os relatos de roubos de celulares demonstram a necessidade de uma resposta coordenada. A Prefeitura de Itapevi deve formalizar o pedido de reforço à Polícia Militar, ampliar a atuação da Guarda Civil Municipal e manter diálogo direto com os moradores.
Enquanto aguardam providências, condomínios também podem revisar sistemas de acesso, iluminação, funcionamento de portões e posicionamento das câmeras. Essas medidas não substituem o dever do poder público, mas podem reduzir vulnerabilidades e ajudar na identificação de suspeitos.
A população espera que as imagens registradas contribuam para a apuração do caso e que os relatos não sejam ignorados. Quem mora na Cohab I precisa ter o direito de caminhar pelas ruas, utilizar o transporte público e permanecer dentro da própria residência sem conviver com o medo constante de roubos ou invasões.

