Magno Malta abre BO contra técnica de enfermagem após acusação de agressão em hospital

Senador nega ter agredido técnica de enfermagem, registra boletim de ocorrência e diz que reação ocorreu em meio a dor intensa durante exame com contraste

Por Redação | 03/05/2026, às 15h12

O senador Magno Malta (PL-ES) passou a enfrentar uma disputa de versões após uma técnica de enfermagem do Hospital DF Star, em Brasília, registrar boletim de ocorrência alegando ter sido agredida durante um procedimento médico. O parlamentar nega a acusação, também procurou a polícia e afirma que sofreu dor intensa depois de uma intercorrência em exame com contraste.

O caso ocorreu enquanto Malta estava internado na capital federal. O senador deu entrada no hospital após sofrer um mal súbito na quinta-feira, 30 de abril, durante atividades ligadas ao Senado. A situação ganhou repercussão nacional depois que a profissional de saúde relatou à polícia que teria recebido um tapa no rosto durante a tentativa de atendimento ao parlamentar.

Segundo a versão apresentada pela técnica de enfermagem, o episódio ocorreu durante um exame de imagem que utilizaria contraste. No relato, ela informou que houve uma interrupção no procedimento após a identificação de problema na aplicação da substância. Ao entrar na sala para verificar o ocorrido, teria constatado o extravasamento do contraste no braço do senador.

Ainda de acordo com a versão da profissional, ela comunicou a Malta que precisaria realizar compressão no local. Nesse momento, segundo o boletim registrado por ela, o senador teria se levantado e desferido um tapa em seu rosto. A técnica também relatou ter sido ofendida verbalmente durante o episódio.

Magno Malta nega ter praticado agressão física. No boletim de ocorrência registrado por sua defesa, o senador afirma que o contraste teria vazado em seu braço, provocando dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular. A versão do parlamentar sustenta que qualquer reação no momento decorreu do sofrimento físico provocado pela intercorrência médica, e não de intenção de agredir a profissional.

A defesa do senador também afirma que ele estava sob efeito de medicação e em quadro clínico delicado. O argumento apresentado é que Malta reagiu ao episódio de dor, sem conduta deliberada contra a técnica de enfermagem. O parlamentar pediu que a polícia apure o caso e avalie as circunstâncias do procedimento.

O Hospital DF Star informou que abriu apuração administrativa sobre o episódio. A unidade também declarou que presta suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão e que está à disposição das autoridades para fornecer os esclarecimentos necessários.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o episódio relatado pela profissional. A entidade destacou que trabalhadores da saúde não podem ser submetidos a violência durante o exercício de suas funções e defendeu apuração rigorosa. A manifestação amplia a dimensão institucional do caso, que envolve um parlamentar com mandato e uma profissional em ambiente hospitalar.

O caso também ganhou peso jurídico por envolver um senador da República. A apuração deve considerar os registros feitos pelas duas partes, eventuais imagens internas, prontuários, relatos de testemunhas e documentos médicos sobre o procedimento. Como Malta possui foro por prerrogativa de função, a tramitação pode envolver instâncias superiores, a depender do encaminhamento adotado pelas autoridades.

A disputa de versões exige cautela. De um lado, há o relato de uma profissional de saúde que afirma ter sido agredida durante o atendimento. De outro, há a negativa do senador, que afirma ter sido vítima de falha técnica no procedimento. Até o momento, não há conclusão oficial da polícia sobre o que ocorreu dentro da sala de exame.

O episódio também levanta uma discussão sobre segurança em ambientes hospitalares. Profissionais de enfermagem lidam diariamente com situações de pressão, dor, emergência e instabilidade emocional de pacientes. Isso, porém, não elimina a necessidade de preservar a integridade física dos trabalhadores da saúde. Ao mesmo tempo, intercorrências médicas também precisam ser investigadas com base técnica, sem conclusões precipitadas.

A apuração deverá esclarecer se houve agressão, reação involuntária, falha no procedimento, ou uma combinação de fatores no momento do atendimento. O ponto central, agora, será a análise das provas disponíveis. Depoimentos isolados dificilmente encerram o caso, especialmente diante da repercussão pública e da posição institucional dos envolvidos.

Magno Malta divulgou manifestação pública negando a acusação. Ele também publicou vídeo nas redes sociais, de dentro do hospital, pedindo que apoiadores não acreditassem em informações falsas. No registro, o senador aparece ao lado de um médico, que afirma que o episódio será investigado.

A técnica de enfermagem, por sua vez, recebeu apoio do hospital e do conselho profissional. A posição das entidades ligadas à saúde tende a pressionar por uma apuração formal e transparente, sem tratamento diferenciado em razão do cargo ocupado pelo parlamentar.

O caso permanece em investigação. Até que a polícia conclua a apuração, a situação segue como uma acusação formal contestada pelo senador. A definição sobre eventual responsabilidade dependerá da análise técnica das provas, dos documentos médicos, das imagens disponíveis e dos depoimentos colhidos pelas autoridades.

Brasil fica mais pobre em relação ao mundo e acende alerta sobre produtividade

Libido em baixa? O que a alimentação pode revelar sobre o desejo sexual

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *